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Escrito por Chapeleiro Maluco
Nova York. Esta é a história de April Epner (Helen Hunt), 39 anos, talvez seu maior sonho, ainda não foi realizado, um filho. Essa pressão por uma criança e o fato de seu marido, Ben (Matthew Broderick) ser um idiota não ajudaram, ele pede pra sair, e termina com o casamento. No dia seguinte, a mãe adotiva de April morre.
Como se não bastasse ser uma mocinha complicada de um Romance dramático quase comédia, ela agora realmente tem motivos para não estar muito bem. É quando ela conhece Frank (Colin Firth), pai de um aluno, dois filhos, separado. O cara a encanta, é aparentemente vulnerável, sincero, pai dedicado, o homem de verdade que ela sempre procurou.
Nesse meio tempo, ainda aparece para a brincadeira toda, a mãe biológica de April, Bernice Graves (Bette Midler), uma Oprah genérica, quase uma Márcia Goldshimith. A apresentadora dá um nó na cabeça da moça. Ainda maior quando Ben, o agora ex, volta à vida dela para complicar tudo mais ainda.

Esse é o enlace de "Quando me apaixono", uma história interessante que tem lá seus charmes, o papel parece ser feito sob medida para Helen Hunt (Diretora do filme!), que sempre consegue convencer muito bem em seus personagens. Colin Firth é outro bom destaque, ele transmite como poucos as neuroses e toda a complexidade de seu personagem, uma parceria capaz de sustentar qualquer bom filme.
Porém, alguns pontos pesam a balança para o meio, Matthew Broderick, talvez propositalmente, mostrou-se "a mais", o sentimento de que ele não devia estar ali poderia até ser considerado um ponto interessante da história, mas não rolou, não combinou com ele, desafinou do todo, talvez um pouco por ele, talvez um pouco pelo próprio roteiro. Assim como Bette Midler não convenceu e acredito que nunca vá convencer ninguém como mãe da Helen Hunt, que por algumas vezes parece até mais velha que ela, mesmo estando em ótima forma.
"Quando me apaixono" pesa mais no lado dramático do que da comédia em seu romance, tem um bom argumento, simples, trás algumas boas surpresas (nada de genial) e está longe de ser óbvio. Não trás nenhum espetáculo ou história diferente e está longe de se tornar uma referência. Uma boa história, realista e leve. Ajuda a fazer o tempo passar, eu não pagaria para ver no cinema, talvez para assistir em casa, em DVD. "Quando me apaixono" estreia nos cinemas nesta sexta-feira, dia 6 de Agosto de 2010. Assista o trailer, não encontrei versão legendada.
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